PUBLICIDADE

Investigação revela cenário de terror contra bebê torturado por quatro meses em São Paulo

Polícia Civil revela detalhes de tortura contra bebê de um ano em São João da Boa Vista. Mãe e padrasto seguem presos por tentativa de homicídio.
Investigação revela cenário de terror contra bebê torturado por quatro meses em São Paulo
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Investigação revela cenário de terror contra bebê torturado por quatro meses em São Paulo

Um caso de extrema violência contra uma criança de apenas um ano de idade chocou a cidade de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A Polícia Civil, após uma investigação minuciosa que incluiu laudos periciais, análise de dispositivos móveis e depoimentos, revelou o que o delegado Fabiano Antunes de Almeida classificou como um cenário de terror. A mãe, de 20 anos, e o padrasto, de 33, foram presos preventivamente sob a acusação de tortura e tentativa de homicídio qualificado.

A crueldade contra o menor perdurou por, pelo menos, quatro meses, conforme apontam os levantamentos das autoridades. O caso veio à tona após um episódio grave em 19 de junho, quando a criança foi levada a uma unidade de saúde com traumatismo craniano. Embora o casal tenha alegado que o ferimento foi decorrente de uma queda da cama, a equipe médica identificou inconsistências graves, dando início à apuração que revelou um histórico sistemático de maus-tratos.

A rotina de violência e o uso de objetos como instrumentos de tortura

As evidências colhidas pela Polícia Civil detalham uma rotina de sofrimento imposta ao bebê. Entre as práticas relatadas, destacam-se o uso de uma colher de pau para agressões físicas em áreas de pouca visibilidade, como solas dos pés e nádegas, e a submersão da cabeça da criança em uma bacia com água quente a intervalos regulares. Além disso, os investigadores encontraram indícios de que o bebê era trancado nu no banheiro, sofria privação de sono e era submetido a caminhadas forçadas durante a madrugada.

O material apreendido na residência do casal, que inclui uma arma de choque, algemas e uma arma falsa, reforça a gravidade da conduta dos suspeitos. Relatos apontam ainda que a criança era medicada com substâncias de tarja preta para induzir o sono e que toalhas eram utilizadas para sufocá-la, evitando que vizinhos ouvissem os gritos de socorro. A defesa dos acusados informou à EPTV que não teve acesso integral aos laudos e que pretende apresentar sua versão dos fatos durante o processo judicial, que corre em segredo de justiça.

Traumatismo craniano e a luta pela sobrevivência

O episódio de 19 de junho quase foi fatal. O bebê apresentou um quadro de traumatismo craniano grave, acompanhado de hematoma subdural e hemorragias retinianas. O quadro de rebaixamento extremo de consciência evoluiu para uma parada cardiorrespiratória, exigindo transferência urgente para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital de Campinas. Após um mês de internação, a criança recebeu alta e está sob os cuidados do pai biológico.

A perícia realizada no apartamento do casal foi fundamental para desmentir a versão apresentada pelos suspeitos. A incompatibilidade entre a dinâmica da suposta queda e as lesões cerebrais sofridas pela criança foi um ponto de virada para a decretação das prisões preventivas. O delegado responsável reforçou que as investigações continuam, com a análise de novos materiais extraídos de aparelhos celulares apreendidos, visando elucidar todos os detalhes dessa barbárie.

O Portal Bairro do Ipiranga SP segue acompanhando o desdobramento deste caso, mantendo o compromisso de levar aos nossos leitores informações apuradas e relevantes sobre a segurança pública e o bem-estar social. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas que impactam a nossa sociedade.

Leia mais

Acesse nosso Perfil

PUBLICIDADE