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Maratona Internacional de Piracicaba é suspensa por falhas de segurança antes da largada

Maratona Internacional de Piracicaba é suspensa por falhas de segurança antes da largada. Atletas relatam frustração com a organização do evento.
Maratona Internacional de Piracicaba é suspensa por falhas de segurança antes da largada
1 de 2 Edição anterior da Maratona Internacional de Piracicaba — Foto: Prefeitura de Piracicaba

Irregularidades técnicas motivam cancelamento da prova

A Maratona Internacional de Piracicaba, que deveria reunir atletas de quatro países e 190 cidades, foi suspensa pela prefeitura momentos antes da largada, no dia 30 de agosto. A decisão da Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras ocorreu após análises técnicas identificarem falhas graves que colocariam em risco a integridade física dos participantes. Entre os problemas apontados pela administração municipal estavam a ausência de interdições adequadas, falta de sinalização em pontos críticos do percurso e a inexistência de equipes de apoio (staff) posicionadas conforme o planejado.

A prefeitura ressaltou, em nota, que a segurança dos corredores é a prioridade absoluta. Embora o órgão atue na autorização e no apoio institucional, a responsabilidade pela organização operacional de eventos privados cabe inteiramente à empresa promotora. Apesar de ter sido notificada para sanar as irregularidades antes do início da competição, a organização não apresentou as correções necessárias, levando ao embargo da prova que contaria com etapas de 21 e 42 quilômetros.

Relatos de atletas apontam falta de transparência

Antes mesmo do cancelamento, corredores e treinadores já manifestavam descontentamento com a organização. A educadora física Verônica Fraga, que acompanhava dez alunos, relatou dificuldades em obter informações básicas sobre o trajeto. “Desde o anúncio, não havia um local onde o percurso estivesse disponível. O site de inscrições não trazia o mapa e os questionamentos enviados à organização não recebiam retorno”, afirmou. A falta de clareza sobre pontos de hidratação e banheiros também foi citada por outros competidores como um sinal de alerta.

O atleta William Cordeiro destacou a estranheza com a logística do trânsito na região. Em provas de grande porte, é comum que as vias sejam bloqueadas com antecedência para garantir a segurança, mas, segundo o corredor, o tráfego de veículos seguia normalmente pouco antes do horário previsto para o início, o que gerou insegurança entre os participantes que já estavam no local.

Impacto e posicionamento dos envolvidos

A suspensão gerou frustração generalizada, especialmente entre aqueles que utilizavam a prova como parte de seu ciclo de preparação. A corredora Jaqueline Martins Cipriano lamentou o ocorrido, destacando o impacto emocional, principalmente para os atletas que fariam sua estreia em distâncias maiores. “É uma decepção. O que nos resta é o replanejamento e a solidariedade com os amigos que esperavam por esse momento”, disse.

A empresa responsável, Grécia Produções e Eventos, informou que está em tratativas para definir uma possível nova data e os procedimentos para eventuais devoluções ou aproveitamento das inscrições. A organização defendeu que as vias teriam o trânsito fechado apenas 30 minutos antes da largada, às 3h30, e que a sinalização estava de acordo com o planejado. A Federação Paulista de Atletismo (FPA) declarou que acompanha o caso para apurar as razões técnicas e administrativas que levaram ao embargo, buscando uma solução para os atletas prejudicados.

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