A capital paulista e municípios da Grande São Paulo enfrentam um final de semana marcado por severos transtornos causados por um intenso temporal. Após um sábado (12) de chuvas volumosas, a previsão indica um domingo (13) sob influência de clima frio e precipitações constantes, mantendo as autoridades em estado de alerta máximo diante dos danos estruturais e ocorrências graves registradas nas últimas horas.
Buscas por desaparecidos e impacto na região metropolitana
A situação mais crítica ocorre em Jandira, onde equipes de resgate realizam buscas por dois homens, de 32 e 33 anos. Eles foram arrastados pela correnteza de um rio durante a madrugada de sábado, na Avenida Antônio Bardella, no Jardim São Luiz. Uma mulher que estava com o grupo conseguiu se salvar ao se agarrar a árvores, relatando que a elevação do nível da água ocorreu de forma repentina e violenta.
Além de Jandira, outras cidades da região metropolitana contabilizam prejuízos. Em Juquitiba, a prefeitura confirmou a interdição de 60 casas e o desalojamento de 50 pessoas, com a montagem de um abrigo provisório. Em Cotia, o centro de treinamento das categorias de base do São Paulo Futebol Clube foi atingido pela água, forçando a suspensão e o adiamento de partidas das divisões de base.
Transtornos na capital e o histórico do Jardim Pantanal
Na capital, o volume de chuva registrado no Mirante de Santana, na Zona Norte, atingiu 75,4 milímetros em 24 horas, configurando o maior índice do país no período. O impacto no trânsito foi imediato, com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrando 564 quilômetros de congestionamento no início da tarde de sábado. Pontos estratégicos, como a Marginal Tietê, sofreram bloqueios sob pontes importantes, dificultando a mobilidade urbana.
Na Zona Leste, o Jardim Pantanal voltou a enfrentar o drama das enchentes. A região, situada em uma área de várzea do Rio Tietê, sofre historicamente com a ocupação desordenada. Moradores relataram a perda de bens e criticaram obras de drenagem na Rua Macapera, que, segundo a comunidade, não mitigaram os alagamentos. A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, negou a relação entre as intervenções e as inundações, reforçando que a Guarda Civil Metropolitana Ambiental atua no auxílio aos moradores afetados.
Contexto climático e alertas da Defesa Civil
O cenário atual de instabilidade é reflexo de uma sequência de frentes frias que atuam sobre o estado, fenômeno potencializado pelo El Niño. Segundo dados da Defesa Civil, o acumulado de chuvas neste mês coloca setembro entre os períodos mais chuvosos desde 1943, repetindo padrões observados em anos de forte influência do fenômeno climático, como 1983 e 1993.
A Defesa Civil Municipal contabilizou dezenas de chamados apenas no sábado, incluindo ocorrências de quedas de árvores, desabamentos e deslizamentos. A recomendação oficial é que a população evite áreas de risco e acompanhe as atualizações meteorológicas em tempo real através dos canais oficiais do Governo do Estado de São Paulo. O monitoramento permanece rigoroso para prevenir novos incidentes.
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