PUBLICIDADE

Dólar recua para R$ 5,17 e bolsa avança em setembro com alívio global

O dólar comercial fechou em queda, atingindo R$ 5,17, enquanto a bolsa brasileira registrou alta em setembro, impulsionada por dados de inflação dos EUA.
Dólar recua para R$ 5,17 e bolsa avança em setembro com alívio global

O mercado financeiro brasileiro encerrou o mês de setembro com um cenário de otimismo, impulsionado por fatores globais e domésticos. O dólar comercial registrou uma queda expressiva, fechando a R$ 5,17, enquanto a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, avançou significativamente no pregão e acumulou uma alta robusta ao longo do mês. Esse movimento de valorização dos ativos locais reflete uma combinação de alívio nas pressões inflacionárias internacionais e uma maior procura por investimentos no Brasil.

A principal razão para o bom desempenho veio dos Estados Unidos, onde dados de inflação abaixo do esperado diminuíram a probabilidade de novas elevações nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. No cenário nacional, a dinâmica eleitoral e a formação da taxa de câmbio de fim de mês também desempenharam um papel, contribuindo para a valorização do real frente à moeda americana. Paralelamente, o mercado de petróleo, embora com suas próprias tensões no Oriente Médio, também registrou alta.

Impacto da Inflação nos Estados Unidos

A divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos foi o catalisador para a reação positiva dos mercados globais. O núcleo do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE), que é uma medida de inflação preferida pelo Federal Reserve e exclui os preços voláteis de alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto. Esse valor ficou abaixo da expectativa de 0,3% do mercado.

Da mesma forma, o PCE cheio avançou 0,3% no mês, também abaixo da projeção de 0,4%. Esses números sugerem que a inflação americana pode estar desacelerando mais rapidamente do que o previsto, o que reduz a pressão sobre o Fed para continuar apertando a política monetária. A expectativa de juros mais estáveis ou até mesmo um eventual corte futuro tende a favorecer ativos de risco em mercados emergentes, como o Brasil, ao tornar esses investimentos mais atraentes em comparação com os títulos do Tesouro americano.

Desempenho do Dólar e Fluxo de Capital

O dólar à vista fechou o pregão com uma queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174. Durante a sessão, a moeda chegou a operar na mínima de R$ 5,164, evidenciando a força do movimento de desvalorização. No acumulado de setembro, o dólar registrou uma baixa de 0,15%, revertendo parte da alta do terceiro trimestre, que havia sido de 0,23%. No ano de 2026, a moeda americana acumula uma queda de 5,75% frente ao real, indicando uma tendência de fortalecimento da moeda brasileira.

Essa performance positiva do real foi notável entre as principais moedas latino-americanas, refletindo um ambiente de maior confiança e procura por ativos locais. O cenário eleitoral brasileiro, embora sempre no radar dos investidores, não se mostrou um fator determinante para a volatilidade do pregão, permitindo que os dados externos ditassem o ritmo. O fluxo de capital estrangeiro desempenhou um papel crucial, com uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores estrangeiros no mercado acionário brasileiro até 28 de setembro, contrastando com a retirada de R$ 18,1 bilhões em agosto.

Bolsa Brasileira em Ascensão

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, registrou uma alta de 1,37%, alcançando 186.340,46 pontos. Com esse resultado, a bolsa acumulou uma valorização de 5,03% em setembro e um avanço de 8,32% no terceiro trimestre. No ano de 2026, o índice já valorizou 15,65%, demonstrando a resiliência e o potencial de recuperação do mercado acionário nacional.

O movimento de alta foi impulsionado principalmente por ações de grandes bancos e setores ligados à atividade econômica doméstica, que se beneficiam de um cenário de juros mais controlados e maior confiança. A melhora do ambiente externo, com a inflação americana abaixo das expectativas, também favoreceu os ativos de risco, incentivando os investidores a alocar capital em mercados com maior potencial de retorno. O fluxo de capital estrangeiro, que se tornou positivo em setembro, foi um pilar para sustentar o desempenho da bolsa.

Cenário do Petróleo e Tensões Geopolíticas

Os contratos futuros de petróleo também encerraram o dia em alta, com as tensões geopolíticas no Oriente Médio e as preocupações com a oferta global mantendo os preços elevados. O petróleo Brent para dezembro subiu 1,94%, ou US$ 1,87, para US$ 98,03 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o petróleo WTI para novembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 1,16%, ou US$ 1,04, para US$ 90,42 por barril.

Em setembro, o WTI acumulou alta próxima de 6%, enquanto o Brent avançou cerca de 7%. Fatores como um incidente com um navio-tanque no Estreito de Ormuz, restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos e a extensão da proibição de exportação de combustível pela Rússia até o fim de outubro contribuíram para essa valorização. Apesar das tensões, as exportações de petróleo do Oriente Médio estão se recuperando, com produtores utilizando rotas alternativas. Nos EUA, os estoques de petróleo subiram, mas os de gasolina caíram, conforme dados do Departamento de Energia americano.

Para continuar acompanhando as análises mais completas e contextualizadas sobre economia, política e tudo o que impacta o seu dia a dia, fique ligado no Portal Bairro do Ipiranga SP. Nosso compromisso é trazer informação relevante e de qualidade, com a profundidade que você merece.

Leia mais

Acesse nosso Perfil

PUBLICIDADE