A paixão pelo futebol feminino atinge seu ápice neste sábado (3), quando São Paulo e Corinthians se enfrentam no Morumbis para decidir o campeão do Brasileirão Feminino da Série A1 de 2026. A partir das 16h30 (horário de Brasília), os olhos do país estarão voltados para o clássico Majestoso, que promete um espetáculo de técnica, garra e emoção. A partida, que define o título nacional, terá transmissão ao vivo pela TV Brasil, garantindo que nenhum torcedor perca os lances decisivos.
A tensão é palpável, especialmente após o resultado do primeiro confronto. O São Paulo chega com uma vantagem crucial, tendo vencido o jogo de ida por 2 a 1, de virada, na Neo Química Arena. Essa vitória não foi apenas um passo importante rumo ao título, mas também um feito histórico: encerrou uma invencibilidade de 32 jogos da equipe feminina do Corinthians em seu próprio estádio, um marco que ressalta a força e a determinação das Soberanas.
Um título inédito para o São Paulo ou mais uma taça para o Corinthians?
Com a vitória no primeiro jogo, um empate no Morumbis já seria suficiente para o São Paulo erguer a taça do Brasileirão Feminino de 2026, um feito inédito no atual formato da competição, que existe desde 2013. Contudo, a história do clube no futebol feminino é rica. Em 1997, as Soberanas já haviam conquistado a primeira edição do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino organizado pela CBF, que durou até 2001. Aquele elenco contava com nomes lendários da seleção brasileira, como a zagueira Ju Cabral, a volante Formiga, a meia Sissi e a atacante Kátia Cilene, que deixaram um legado de excelência e pioneirismo.
Curiosamente, uma jovem volante daquela geração de 1997, conhecida hoje como Emily Lima, é a atual treinadora do Corinthians. Essa conexão histórica adiciona uma camada extra de rivalidade e emoção ao confronto, com a técnica alvinegra buscando superar seu passado tricolor para levar o título às Brabas.
Corinthians busca virada histórica e manutenção da hegemonia
Para o Corinthians, o desafio é claro: vencer por dois ou mais gols de diferença no tempo normal para conquistar o título. As Brabas, acostumadas a grandes feitos, já demonstraram essa capacidade em 13 das 22 vitórias da temporada, incluindo quatro triunfos fora de casa. Caso vençam por apenas um gol de diferença, o placar agregado será igualado, e a decisão irá para as penalidades, onde a pressão e a emoção atingem níveis máximos.
Esta é a décima vez consecutiva que o Corinthians alcança a final do Brasileirão Feminino, um testemunho de sua hegemonia na modalidade. No entanto, é a primeira vez que a equipe disputa o jogo de volta como visitante, o que adiciona um elemento de imprevisibilidade. Em 2017, em um cenário semelhante, o Timão perdeu a ida para o Santos por 2 a 0 e não conseguiu reverter a desvantagem na segunda partida, sofrendo nova derrota por 1 a 0. A última vez que um time campeão foi visitante no jogo de volta foi em 2019, quando a Ferroviária venceu o Corinthians nos pênaltis no Parque São Jorge, após dois empates. Agora, as Brabas esperam reverter a situação e festejar na casa do rival.
O Majestoso e o recorde de público no futebol feminino
O clássico Majestoso entre São Paulo e Corinthians já decidiu quatro títulos no futebol feminino desde a retomada dos projetos. A vantagem histórica é do Corinthians, que levou a melhor nas finais paulistas de 2019 e 2021, além do Brasileirão de 2024. A final de 2024, inclusive, marcou um recorde de público para a modalidade em jogos entre clubes no país, com 44.529 torcedores presentes na Neo Química Arena.
O São Paulo tem como meta superar essa marca histórica. Até a última sexta-feira (2), mais de 38 mil ingressos já haviam sido vendidos para a decisão no Morumbis. Independentemente de quebrar o recorde corintiano, o público esperado já garante que será o maior do ano no futebol feminino brasileiro, superando os 21.828 presentes na partida de ida. Esse engajamento massivo reflete o crescimento e a valorização da modalidade no Brasil, consolidando o futebol feminino como um esporte de grande apelo popular.
As prováveis escalações para a grande decisão
A expectativa é que ambas as equipes mantenham a base que atuou no primeiro jogo. O São Paulo, com força máxima à disposição, deve ir a campo com Carlinha; Bruna Calderan, Tayla, Carol Gil e Bia Menezes; Robinha, Karla Alves e Aline Milene; Giovanna Crivelari, Serrana e Isa, sob o comando do técnico Thiago Viana.
Pelo lado das Brabas, a zagueira Thaís Regina retorna após cumprir suspensão, reforçando a defesa. A provável escalação de Emily Lima contará com Nicole; Gi Fernandes, Duda Mineira, Thaís Ferreira, Thaís Regina e Tamires; Duda Sampaio, Vic Albuquerque e Gabi Zanotti; Belén Aquino, Jaqueline e Jhonson. As formações prometem um embate tático e técnico de alto nível, digno de uma final de campeonato.
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