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Bombeiro que matou estudante de Medicina em Taubaté vira réu por homicídio

O homicídio do estudante Bruno Hashimura em Taubaté tem novo capítulo: a Justiça tornou o bombeiro Marcos Paulo Fujarra réu por homicídio qualificado.
Bombeiro que matou estudante de Medicina em Taubaté vira réu por homicídio
1 de 3 Bombeiro que matou estudante de Medicina chega a presídio militar em SP — Foto: William Almeida/TV Vanguarda

A Justiça de São Paulo deu um passo significativo no caso que chocou Taubaté, no interior do estado, ao tornar réu o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira. Ele é acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, após uma discussão de trânsito. A decisão, assinada nesta sexta-feira (9) pelo juiz Flavio de Oliveira Cesar, da Vara do Júri, Infância e Juventude, marca o avanço da ação penal para suas próximas etapas.

O bombeiro responderá por homicídio qualificado. Embora admita ter efetuado os disparos, Marcos Paulo alega ter agido em legítima defesa. O recebimento da denúncia pelo magistrado indica que a investigação reuniu elementos suficientes para justificar o prosseguimento do processo, que culminará em um julgamento.

Decisão Judicial e Próximos Passos do Processo

A formalização da denúncia contra Marcos Paulo Fujarra de Oliveira representa um momento crucial no sistema judicial. O juiz Flavio de Oliveira Cesar considerou que as evidências coletadas durante a fase de inquérito são robustas o bastante para sustentar a acusação. Com isso, o bombeiro será citado para apresentar sua resposta escrita à acusação em um prazo de dez dias, contados a partir do cumprimento do mandado por um oficial de Justiça.

Atualmente, Marcos Paulo permanece preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes, localizado na capital paulista. A manutenção de sua prisão foi uma determinação liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), reforçando a seriedade com que o caso está sendo tratado pelas autoridades.

Novos Depoimentos Detalham a Briga de Trânsito

Um novo depoimento, colhido pela Polícia Civil, trouxe detalhes que fortalecem a versão de que o bombeiro militar teria iniciado a abordagem contra o estudante. Segundo a testemunha, os dois veículos estavam parados em um semáforo na movimentada Avenida do Povo, em Taubaté, quando o motorista do Jeep, identificado como Marcos Paulo, teria gritado para Bruno Hashimura descer de seu carro.

A narrativa da testemunha prossegue descrevendo o momento em que Marcos Paulo teria quebrado o vidro do carro da vítima com o cotovelo, levantado a camiseta e sacado uma arma preta, efetuando quatro disparos contra Bruno. A testemunha foi enfática ao afirmar que não presenciou qualquer reação agressiva por parte do estudante antes dos tiros, nem o viu portar qualquer objeto ou arma. Este depoimento foi anexado ao processo, adicionando uma perspectiva importante sobre a dinâmica do ocorrido.

O Canivete e a Alegação de Legítima Defesa

Uma fotografia, obtida pelo portal g1, revelou a presença de um canivete no interior do carro de Bruno Hashimura. O objeto, com cabo azul e lâmina prateada, apareceu próximo a estilhaços de vidro, e foi apreendido para análise durante a investigação. No entanto, a Polícia Civil confirmou que nenhuma arma de fogo foi encontrada com o estudante.

A existência do canivete é um ponto central na versão apresentada por Marcos Paulo, que alega ter agido em legítima defesa. O bombeiro afirma ter acreditado que estava sendo ameaçado e que o objeto em posse de Bruno teria parecido uma arma. Contudo, durante a apuração inicial, a polícia afastou a hipótese de legítima defesa, e a denúncia do Ministério Público atribui ao bombeiro o homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. As qualificadoras serão minuciosamente analisadas ao longo do processo judicial.

A Vítima e a Posição da Defesa

Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era estudante de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau), casado e pai de um filho, tendo sua vida tragicamente interrompida. Ele foi atingido no pescoço, tórax e braço esquerdo pelos disparos.

Desde o início das investigações, a defesa de Marcos Paulo tem sustentado a tese de legítima defesa, argumentando que o bombeiro acreditou estar sob ameaça de assalto. Após a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a defesa reiterou, por meio de nota, que adotará as medidas cabíveis e apresentará suas manifestações e teses defensivas no processo, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.

O Portal Bairro do Ipiranga SP continuará acompanhando de perto os desdobramentos deste caso, trazendo as informações mais recentes e contextualizadas. Mantenha-se informado sobre este e outros temas relevantes, reforçando nosso compromisso com a informação de qualidade e a variedade de conteúdo para nossos leitores.

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