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Investigação apura advogado suspeito de usar nome de promotor para extorquir dinheiro

Investigação apura advogado acusado de usar nome de promotor para cobrar quantias expressivas de assessor parlamentar em são paulo.
Investigação apura advogado suspeito de usar nome de promotor para extorquir dinheiro
Wallace Lara

Um inquérito policial conduzido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais apura a denúncia de que um advogado teria utilizado indevidamente o nome de um promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo para cobrar valores de um assessor parlamentar. O caso veio à tona após a vítima desconfiar da abordagem e procurar diretamente as autoridades para esclarecer a suposta intimação e as exigências financeiras feitas para evitar uma prisão.

A apuração jornalística e policial detalha que o esquema envolvia a promessa de arquivamento de uma investigação por improbidade administrativa em troca de quantias expressivas em dinheiro. A situação ganhou repercussão pelo envolvimento do nome de autoridades do sistema de justiça e pela gravidade das acusações de coação e extorsão no meio jurídico.

A dinâmica da cobrança e o envolvimento de autoridades

Segundo o relato registrado na investigação, o assessor parlamentar Matheus Borges foi informado por seu então representante legal, o advogado Paulo Roberto Quissi, sobre uma suposta intimação para depoimento. Durante o deslocamento até o órgão oficial, o cliente teria sido mantido na sala de espera enquanto o profissional conversava com o promotor Werner Dias de Magalhães.

Posteriormente, o cliente foi abordado sob a alegação de que existiria um mandado de prisão em aberto contra ele por crimes como lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O valor exigido inicialmente para um suposto acordo que impedisse a prisão chegou a quantias elevadas, sendo posteriormente reduzido para trezentos mil reais, gerando desconfiança e gravações em áudio que agora integram o material probatório analisado pela polícia.

A descoberta do golpe e a reação do ministério público

A farsa começou a desmoronar quando o assessor decidiu conversar diretamente com o promotor Werner Dias de Magalhães para verificar o andamento da suposta oitiva. Na ocasião, a autoridade ministerial esclareceu que não havia qualquer audiência marcada para aquela data e que o documento apresentado não passava de uma armação sem validade oficial.

Diante da confirmação de que se tratava de um uso fraudulento do nome da instituição, o próprio promotor encaminhou o caso para investigação criminal. O episódio foi classificado pelas autoridades como uma conduta gravíssima, que atinge diretamente a credibilidade dos órgãos de persecução penal e expõe cidadãos a situações de coação psicológica e financeira.

Desdobramentos judiciais e o posicionamento da defesa

O inquérito resultou em mandados de busca e apreensão e em pedidos de prisão contra o investigado, que posteriormente se apresentou à delegacia e responde ao processo em liberdade. Autoridades policiais argumentam que a manutenção da liberdade do suspeito pode representar riscos para a coleta de provas e para a integridade de eventuais testemunhas ouvidas ao longo da instrução processual.

A defesa constituiu representantes legais que negaram publicamente as acusações imputadas ao advogado. Em nota oficial divulgada à imprensa, os defensores afirmaram que colaboram com as investigações conduzidas pela autoridade competente e manifestaram confiança de que os laudos periciais e o andamento do processo judicial esclarecerão os fatos de forma definitiva.

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