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Mercado financeiro oscila e dólar recua enquanto Ibovespa fecha em baixa pós-eleição

Dólar recua e Ibovespa cai após volatilidade eleitoral no mercado financeiro brasileiro.
Mercado financeiro oscila e dólar recua enquanto Ibovespa fecha em baixa pós-eleição

O mercado financeiro brasileiro registrou uma sessão de acomodação após a forte instabilidade da véspera, impulsionada pelo resultado da disputa presidencial. O dólar encerrou o dia em baixa expressiva, enquanto a bolsa de valores continuou em trajetória de retração, refletindo a cautela dos investidores em relação aos rumos econômicos do próximo mandato.

A terça-feira foi marcada por ajustes nas posições dos agentes econômicos e pela busca de equilíbrio após as oscilações extremas provocadas pelo pleito. Enquanto a moeda norte-americana perdeu força e ficou abaixo do patamar anterior, o principal índice da bolsa paulista prolongou as perdas do início da semana, acompanhando o desempenho de commodities globais.

Ajuste cambial e cotação da moeda

O dólar à vista fechou o pregão com desvalorização de 1,07%, cotado a R$ 5,349, em um movimento de correção após disparar na segunda-feira. Durante a sessão, a divisa operou em baixa contínua e atingiu a mínima de R$ 5,316 pela manhã, atenuando parte do avanço acumulado no período.

Na véspera, a cotação havia disparado com a revisão de expectativas que apontavam para uma disputa mais acirrada e com dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal. O recuo recente ajudou a moderar o acumulado do ano, embora o clima de vigilância permaneça elevado entre analistas e corporações.

Repercussão na bolsa de valores

O Ibovespa encerrou a sessão com queda de 0,51%, estacionando nos 175.710,05 pontos e mantendo-se nos patamares mais baixos observados desde agosto. A baixa reflete a persistência da cautela na alocação de recursos por parte dos investidores institucionais e estrangeiros.

O recuo do índice foi influenciado pela desvalorização do petróleo tipo Brent, cotado a US$ 109,41 o barril, o que pressionou diretamente os papéis da Petrobras na bolsa de valores. A indefinição sobre a equipe ministerial e as diretrizes fiscais continuam ditando o ritmo dos negócios.

Declarações oficiais e política fiscal

Diante do cenário de instabilidade, autoridades econômicas se manifestaram para tranquilizar o mercado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o governo buscará cumprir as metas fiscais estabelecidas por meio de negociações e diálogo constante com o Congresso Nacional.

Paralelamente, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que a autoridade monetária poderá intervir diretamente no mercado de câmbio caso identifique disfuncionalidades ou volatilidade excessiva na formação de preços da moeda norte-americana.

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