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Consumo nos lares brasileiros sobe 2,70% até setembro, aponta Abras

Consumo nos lares brasileiros cresce 2,70% até setembro, revela a Abras. Confira os dados econômicos e a análise do setor supermercadista.
Consumo nos lares brasileiros sobe 2,70% até setembro, aponta Abras

O consumo nos lares brasileiros registrou alta de 2,70% no acumulado de janeiro a setembro, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O percentual aponta para uma estabilidade em relação aos 2,71% acumulados até agosto, demonstrando que a demanda das famílias se mantém resiliente ao longo do ano em diferentes regiões do país.

De acordo com o levantamento, que é deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo IBGE, o desempenho abrange todos os formatos de estabelecimentos, desde os tradicionais mercados de bairro até as grandes redes varejistas. Em setembro, o indicador apresentou avanço de 0,59% em relação ao mesmo mês de 2025. Na comparação mensal, contudo, houve queda de 1,46%, após dois meses consecutivos de crescimento no segundo semestre.

Trajetória do consumo e mercado de trabalho

Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o consumo mantém uma trajetória positiva consistente ao longo do ano. Esse comportamento ocorre mesmo em um cenário desafiador, no qual as famílias precisam equilibrar o abastecimento doméstico com as demais despesas cotidianas e compromissos do orçamento familiar.

Milan destacou que os indicadores recentes do mercado de trabalho seguem favoráveis e funcionam como motores para o poder de compra da população. A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas, registrando o maior contingente da série histórica oficial.

Outro ponto fundamental para entender esse cenário é o avanço na renda média. O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.777, com alta de 3,7% na comparação anual, ao passo que a massa de rendimento real atingiu o patamar histórico de R$ 385,6 bilhões. Auxílios governamentais, liberação de precatórios e restituições do Imposto de Renda também injetaram liquidez na economia.

Perspectivas econômicas e tributação

Durante a apresentação dos dados, a entidade setorial pontuou conquistas recentes, mas também manifestou cautela em relação aos próximos meses. Entre os pontos positivos destacados está a isenção de tributos sobre os itens essenciais da cesta básica, medida que passou a abranger uma gama maior de produtos, incluindo diferentes tipos de proteínas.

Por outro lado, o setor supermercadista acompanha com atenção a definição de novas alíquotas de impostos previstas para o início da nova gestão administrativa. O objetivo é evitar que eventuais mudanças tributárias acabem onerando o restante dos produtos de consumo diário e impactem o orçamento das famílias, que também lidam com o endividamento.

A entidade também comentou sobre impactos de recentes discussões legislativas, como a alteração na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O setor reforçou a necessidade de cautela para que novas diretrizes legais preservem o abastecimento e a eficiência operacional da cadeia logística nacional.

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