A saúde pública na região de Franca e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, ganha um reforço significativo com a inauguração do Hospital Estadual Dom Diógenes Silva Matthes. Conhecido anteriormente como Hospital Regional 3 Colinas e aguardado por anos pela população, o novo centro hospitalar começou a operar no início deste mês, prometendo ser um pilar estratégico para aliviar a sobrecarga de atendimentos e melhorar o acesso a serviços de alta complexidade em mais de 20 municípios do entorno. Sua chegada representa um marco na reconfiguração da assistência médica na área.
Um Marco para a Saúde Regional
O Hospital Estadual Franca é classificado como um equipamento de ponta terciário, ou seja, o topo da pirâmide na estrutura hierárquica da saúde. Essa característica o posiciona como um centro de referência para casos de alta complexidade, mas seu impacto vai além, reverberando positivamente na baixa e média complexidade da cidade e de toda a região. Para mais informações sobre a rede de saúde do estado, consulte o site da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Valdair Muglia, diretor executivo da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (Faepa), responsável pela gestão da unidade, destaca a interconexão do sistema: “Trata-se de um equipamento de ponta terciário. É o topo da pirâmide na estrutura hierárquica de saúde, que vai ter um impacto não só na alta complexidade, mas, como está tudo conectado, também na baixa e média complexidade da cidade e da região.”
Estrutura e Atendimentos Especializados
Quando estiver em pleno funcionamento, o Hospital Estadual Dom Diógenes Silva Matthes contará com uma robusta estrutura: 225 leitos, um corpo funcional de 1,2 mil funcionários e a capacidade de realizar 1,5 mil consultas por mês. A gama de serviços é ampla, abrangendo urgência e emergência, atendimentos ambulatoriais em diversas especialidades e exames de alta precisão. Um dos focos importantes é a oncologia, com a realização de biópsias de lesões de pele, próstata e tireoide, áreas com alta prevalência de tumores e grande demanda por investigação. Além disso, a unidade oferecerá 20 leitos de internação em psiquiatria para casos agudos, incluindo o público infanto-juvenil, preenchendo uma lacuna importante na rede de saúde mental regional.
Alívio para a Rede Existente e Melhoria do Fluxo
O benefício mais esperado com a operação do novo hospital é o alívio da sobrecarga da Santa Casa de Franca, que até então era a principal referência de alta complexidade para os 22 municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde (DRS-8). A nova unidade se equipara em complexidade a centros como o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, também gerido pela Faepa, embora em menor escala de leitos. Essa nova capacidade desafoga não apenas Franca, mas também permite que hospitais de média complexidade, como a Santa Casa de Ituverava, possam se beneficiar, reduzindo a necessidade de encaminhamentos para outras cidades. “A ideia é que, com esse equipamento em pleno funcionamento, a gente possa não só dar conta da demanda da cidade de Franca, mas também receber pacientes da região inteira”, explica Muglia.
Nova Opção para Urgências e Emergências
A presença do Hospital Estadual Dom Diógenes Silva Matthes também trará um alívio sistêmico às unidades de pronto atendimento (UPAs) da região. Ao oferecer vagas para internação em alta complexidade, o centro melhora o fluxo de regulação de pacientes, evitando que casos graves permaneçam retidos em UPAs por falta de leitos especializados. Mesmo recebendo pacientes por triagem, o hospital estará apto a acolher casos de urgência e emergência quando acionado pela rede. Essa capacidade é crucial para otimizar o atendimento e garantir que pacientes com necessidades imediatas recebam a atenção adequada sem comprometer o fluxo das unidades de menor complexidade.
Abertura Gradual: Cronograma para Pleno Funcionamento
Para garantir a segurança das operações, a validação dos procedimentos e a adequação da infraestrutura e fornecedores, o hospital está implementando suas atividades por etapas. A abertura é gradual, com o incremento de 20 leitos por semana e um cronograma definido para a ativação de diferentes serviços:
- Maio: Início das consultas ambulatoriais e de clínica médica, além de exames como ecocardiografia, ultrassonografia e radiografia.
- Junho: Funcionamento dos atendimentos de enfermaria e de exames cardiológicos mais complexos, como Holter e MAPA.
- Julho: Ativação do centro cirúrgico, da tomografia, exames de endoscopia digestiva alta, eletroencefalograma, colonoscopia e exames de otorrino (audiometria e BERA). Procedimentos ambulatoriais mais complexos, como biópsias de pele, próstata e tireoide, também serão iniciados.
- Até o fim do ano: A meta é que o hospital esteja em operação plena, atingindo sua capacidade total de 225 leitos e todos os serviços previstos.
Este cronograma reflete um planejamento cuidadoso para assegurar que a transição para o pleno funcionamento ocorra de forma eficiente e segura, garantindo a qualidade dos serviços prestados à população.
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