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Indústria de alimentos lidera geração de empregos no Brasil em 2024

Dados do IBGE revelam que a indústria de alimentos foi a maior empregadora do Brasil em 2024, movimentando R$ 8,8 trilhões em receita bruta.
Indústria de alimentos lidera geração de empregos no Brasil em 2024

A força do setor alimentício no mercado de trabalho nacional

A fabricação de produtos alimentícios consolidou-se como o principal motor de contratações no país durante o ano de 2024. Segundo dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor foi responsável por empregar 2,1 milhões de pessoas, reafirmando sua posição estratégica na economia brasileira. Ao todo, o parque industrial nacional registrou 8,7 milhões de trabalhadores ocupados em 358,4 mil empresas.

O impacto desse segmento é sentido em quase todo o território nacional. Em 18 das 27 unidades da federação, a indústria de alimentos aparece como a atividade que mais gera valor de transformação industrial. Essa predominância reflete a forte conexão entre a produção agrícola e o processamento industrial, formando uma cadeia produtiva robusta que sustenta milhões de famílias e movimenta bilhões em salários e remunerações anuais.

Concentração de receita e escala produtiva

Embora o Brasil possua uma vasta rede de pequenas empresas, a maior parte da receita industrial ainda está concentrada em grandes corporações. As empresas com 500 ou mais funcionários foram responsáveis por 67,9% da receita líquida total, atingindo a marca de R$ 4,6 trilhões. Esse cenário evidencia o contraste entre a capilaridade das micro e pequenas empresas e a força financeira das grandes indústrias de transformação.

A receita bruta total das empresas pesquisadas alcançou R$ 8,8 trilhões em 2024. Deste montante, a maior fatia, correspondente a R$ 7,4 trilhões, foi obtida diretamente pela venda de produtos e serviços industriais. O Valor de Transformação Industrial (VTI), que mede a riqueza efetivamente gerada pelo setor, atingiu R$ 2,6 trilhões, com as indústrias de transformação respondendo por 88,8% desse resultado.

Desigualdades regionais e o papel de São Paulo

A estrutura industrial brasileira segue marcada por uma forte concentração geográfica. A Região Sudeste lidera o VTI com 60,3% de participação, consolidando-se como o principal polo do país. São Paulo mantém a dianteira isolada, respondendo por 34,5% do valor total, impulsionado por um parque fabril diversificado que engloba desde alimentos e químicos até veículos e eletrônicos.

Outros estados também desempenham papéis cruciais conforme suas vocações produtivas. O Rio de Janeiro, com forte influência do setor de petróleo e gás, atingiu 12,8% do VTI, enquanto Minas Gerais, com destaque para a mineração e metalurgia, somou 10,8%. No Norte, o Amazonas sobressai devido à Zona Franca de Manaus, sendo a única unidade da federação onde a fabricação de produtos eletrônicos e de informática ocupa o posto de principal atividade industrial.

Produtividade e remuneração no setor

Quando o assunto é produtividade, a extração de petróleo e gás natural lidera o ranking, gerando R$ 13,3 milhões por pessoa ocupada. Em termos salariais, a indústria extrativa também apresenta médias superiores, pagando cerca de 5,4 salários mínimos, enquanto a indústria de transformação mantém uma média de 2,9 salários. O setor de derivados de petróleo e biocombustíveis, contudo, destaca-se na transformação com uma média de 7,9 salários mínimos.

A complexidade da coleta de dados, que exige o fechamento do ano fiscal e uma análise crítica detalhada, justifica o intervalo de tempo para a divulgação dos resultados. O IBGE reforça que a PIA é uma ferramenta fundamental para compreender as mudanças estruturais e o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo.

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