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Capital e Guarulhos intensificam vacinação após São Paulo confirmar sete casos de sarampo em 2024

São Paulo registra sete casos de sarampo este ano. Secretaria de Saúde reforça vacinação com dose zero para bebês na capital e em Guarulhos.
Capital e Guarulhos intensificam vacinação após São Paulo confirmar sete casos de sarampo em 2024

Aumento de casos de sarampo na capital paulista

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou, na noite desta terça-feira (30), mais dois casos de sarampo na capital paulista. Com essa atualização, o estado contabiliza um total de sete ocorrências da doença apenas neste ano. Os registros mais recentes envolvem um bebê de 6 meses e uma mulher de 20 anos, que é mãe de uma das crianças diagnosticadas anteriormente.

As autoridades sanitárias seguem investigando a origem das infecções, especialmente após a confirmação de outros três casos na semana passada, todos concentrados em bebês na faixa etária entre 6 meses e 1 ano. A proximidade geográfica dos novos registros com a cidade de Guarulhos tem exigido atenção redobrada das equipes de vigilância epidemiológica e das unidades de saúde da região.

Estratégia de vacinação e dose zero

Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria Estadual da Saúde reforçou a recomendação da aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral. Esta medida é voltada especificamente para bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, residentes na capital paulista e em Guarulhos. É fundamental ressaltar que essa dose extra não substitui o calendário regular de imunização.

O esquema vacinal completo segue inalterado: a primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses, seguida pela segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses. A cobertura vacinal atual no estado, que registra 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda, precisa ser ampliada para garantir a proteção coletiva e evitar a circulação do vírus.

Importância da imunização para todas as idades

O sarampo é uma doença infecciosa de alta transmissibilidade, sendo capaz de infectar até 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade. A transmissão ocorre por via aérea, facilitada por gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou até mesmo ao falar. Por isso, a vacinação disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é a ferramenta mais eficaz de controle.

A recomendação é que qualquer pessoa com até 59 anos verifique sua carteira de vacinação. Caso não haja comprovação de imunização ou o esquema vacinal esteja incompleto, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima. A prevenção é a única forma de evitar complicações graves, como pneumonia, infecções de ouvido, cegueira e encefalite.

Sintomas e atenção aos sinais

O reconhecimento precoce dos sintomas é vital para conter o avanço da doença. Os sinais mais comuns incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, conjuntivite e coriza. Ao identificar qualquer um desses sintomas, o paciente deve buscar atendimento médico imediato para evitar a disseminação do vírus em ambientes familiares e comunitários.

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