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Suíça elimina Colômbia nos pênaltis e quebra jejum de 72 anos na Copa

A Suíça fez história na Copa do Mundo ao eliminar a Colômbia nos pênaltis, garantindo vaga nas quartas de final após um jejum de 72 anos.
Suíça elimina Colômbia nos pênaltis e quebra jejum de 72 anos na Copa

Em uma noite de terça-feira (7) que ficará marcada na história do futebol suíço, a seleção da Suíça conquistou uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo após um hiato impressionante de 72 anos. O feito foi alcançado em uma dramática disputa de pênaltis contra a Colômbia, no Estádio Vancouver Place, no Canadá, após um empate sem gols que persistiu durante o tempo normal e a prorrogação. A vitória por 4 a 3 nas penalidades selou o retorno da equipe europeia a uma fase que não alcançava desde 1954, reacendendo a paixão e a esperança de seus torcedores.

A partida, carregada de tensão e estratégias defensivas, manteve os fãs de ambos os lados em suspense até o último chute. A resiliência suíça, combinada com a precisão nas cobranças decisivas, foi fundamental para superar um adversário aguerrido e garantir um lugar entre os oito melhores do torneio. Este avanço representa não apenas um marco esportivo, mas também um momento de grande orgulho nacional para a Suíça.

Um Retorno Histórico aos Palcos Mundiais

A classificação para as quartas de final é a quarta na história da Suíça em suas 13 participações em Mundiais. As edições anteriores em que a equipe alcançou esta fase foram em 1934, 1938 e, mais recentemente, em 1954, quando o torneio foi sediado em seu próprio território. Desde então, a seleção suíça havia chegado às oitavas de final em diversas ocasiões, como na edição passada no Catar em 2022, mas sempre esbarrava na barreira para avançar ainda mais.

O longo período de espera de 72 anos adiciona uma camada extra de significado a esta vitória. Para uma nação que valoriza a precisão e a perseverança, o triunfo sobre a Colômbia nos pênaltis simboliza a recompensa de décadas de trabalho e desenvolvimento no futebol. A expectativa agora é que esta geração de jogadores possa ir além do que as anteriores conseguiram, buscando um lugar inédito nas semifinais da competição.

Batalha Tática e Tensão no Tempo Regulamentar

O confronto entre Suíça e Colômbia foi marcado por uma forte disputa tática desde o apito inicial. A equipe suíça, conhecida por sua organização defensiva, entrou em campo com uma estratégia bem armada, focando em fechar os espaços, especialmente no círculo central. Essa abordagem dificultou a progressão da Colômbia, que, apesar de controlar a troca de passes e avançar até o meio-campo ofensivo, encontrava barreiras intransponíveis ou finalizava com pouca efetividade.

A melhor chance colombiana no primeiro tempo surgiu aos 20 minutos, quando Luis Díaz tocou para Puerta, que arriscou um chute cruzado certeiro, mas o goleiro suíço Gregor Kobel fez uma defesa espetacular, evitando o gol. Após a pausa para hidratação, a Suíça começou a oferecer perigo. Aos 29 minutos, Rieder aproveitou um vacilo da defesa colombiana, invadiu a área e chutou forte, exigindo uma boa defesa do goleiro Vargas. Dois minutos depois, Ndoye quase abriu o placar com outro chute cruzado, novamente defendido por Vargas. O primeiro tempo terminou sem gols, refletindo o equilíbrio e a cautela de ambas as equipes.

No segundo tempo, os suíços voltaram mais ofensivos, criando duas oportunidades claras nos primeiros minutos. Aos 2 minutos, Ndoye disparou pela esquerda e cruzou rasteiro para Sow, que pegou mal na bola e isolou. Quatro minutos depois, Rieder cobrou uma falta da entrada da área com perigo, mas a bola passou rente à trave direita de Vargas. A Colômbia não recuou e também teve suas chances, com Luis Díaz e Luis Suárez, mas sem sucesso. O jogo se tornou truncado, com muitas faltas e poucas finalizações efetivas, culminando no 0 a 0 que levou a partida para a prorrogação, sendo o primeiro jogo do mata-mata a terminar sem gols.

Prorrogação Esgotante e Drama dos Pênaltis

A prorrogação trouxe ainda mais intensidade e drama. Os colombianos, em busca desesperada pelo gol da classificação, aceleraram o ritmo. Logo aos 2 minutos, em cobrança de falta, Quintero levantou para a área, a zaga suíça afastou e a bola sobrou para Sánchez, que tentou um voleio, mas mandou por cima do travessão. Aos 8 minutos, Lucumi cabeceou uma bola levantada em escanteio, que explodiu no travessão, para o alívio dos suíços. Richard Ríos e Campaz também arriscaram de fora da área, mas Kobel se mostrou intransponível, com uma defesa de manchete impressionante em um chute de Campaz.

Antes do fim do primeiro tempo da prorrogação, a Suíça também ameaçou o gol de Vargas com um chute perigoso de Ambdouni dentro da área, que o goleiro colombiano espalmou para fora. No segundo tempo da prorrogação, o cansaço das equipes se fez notar, e o ritmo diminuiu consideravelmente. A melhor chance foi da Colômbia, aos 9 minutos, quando um meio-campista recebeu um ótimo passe na pequena área, mas, cara a cara com Kobel, chutou por cima do gol, perdendo uma oportunidade de ouro.

Com o placar inalterado, a decisão foi para os pênaltis. A tensão era palpável. Pelo lado suíço, o zagueiro Manuelo Akanji desperdiçou sua cobrança, chutando por cima do travessão. No entanto, a Colômbia também falhou: o chute de Davison Sánchez explodiu no travessão, e o goleiro Gregor Kobel, o herói da noite, defendeu a batida de Cucho Hernandez, garantindo a vitória suíça por 4 a 3 e a vaga histórica nas quartas de final.

O Próximo Desafio: Argentina nas Quartas de Final

Com a euforia da classificação, a Suíça agora se prepara para um desafio monumental. Na próxima fase, a equipe medirá forças com a atual campeã Argentina, que garantiu sua vaga ao derrotar o Egito por 3 a 2 em um jogo igualmente emocionante. O confronto promete ser um teste rigoroso para a resiliência e a capacidade tática dos suíços.

A partida entre Suíça e Argentina está marcada para o próximo sábado (11), às 22h (horário de Brasília), e será disputada no Estádio Kansas City, nos Estados Unidos. Será um embate de estilos e uma oportunidade para a Suíça mostrar que seu avanço histórico não foi por acaso, enfrentando uma das seleções mais fortes do torneio em busca de uma vaga nas semifinais.

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