A Seleção Brasileira finalizou, na manhã desta terça-feira (23), os últimos preparativos para o confronto decisivo contra a Escócia, válido pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A partida, marcada para esta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami, é crucial para definir a liderança do Grupo C e o caminho da equipe no mata-mata do torneio. A expectativa gira em torno do retorno de Neymar aos gramados e das escolhas táticas do técnico Carlo Ancelotti, especialmente para o lado direito do ataque.
A preparação final ocorreu no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey. A atividade contou com a presença de 25 dos 26 jogadores convocados, demonstrando a reta final da fase de grupos e a iminência dos duelos eliminatórios. A delegação brasileira embarca para Miami ainda nesta terça, onde o treinador e um atleta concederão entrevista coletiva antes do embate.
Desfalques e Retornos: O Cenário da Equipe
O principal desfalque para o jogo contra a Escócia é o atacante Raphinha. O jogador sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita, a mesma que o afastou dos gramados por quase dois meses no início do ano. Sua ausência impõe uma mudança obrigatória na equipe titular que venceu o Haiti por 3 a 0 na última sexta-feira (19), na Filadélfia, e abre espaço para novas formações táticas.
Por outro lado, a boa notícia é a plena recuperação de Neymar. Pelo terceiro dia consecutivo, o camisa 10 treinou sem restrições com o restante do grupo, indicando que está apto para ser relacionado pela primeira vez nesta Copa. O atacante não entra em campo desde 17 de maio, quando o Santos foi derrotado pelo Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, e sua presença é aguardada com grande expectativa pela torcida e pela comissão técnica.
Outro retorno importante é o do goleiro Alisson, que havia sido poupado na segunda-feira (22) para controle de carga, mas trabalhou normalmente com o grupo na última atividade. A presença de jogadores experientes e a recuperação de peças-chave são fundamentais para a reta final da fase de grupos e a preparação para os desafios do mata-mata.
A Dúvida na Direita e as Opções de Ancelotti
A lesão de Raphinha abriu uma lacuna no lado direito do ataque, posição que tem gerado dúvidas para o técnico Carlo Ancelotti. Os favoritos para assumir a vaga são Rayan e Luiz Henrique, ambos acostumados a atuar por ali. No entanto, o treinador italiano já utilizou Gabriel Martinelli, jogador do Arsenal, da Inglaterra, e destro, nessa função em um amistoso contra a França, em março deste ano.
Martinelli, inclusive, se colocou à disposição de Ancelotti em entrevista coletiva na segunda-feira (22), demonstrando versatilidade e vontade de contribuir. Ancelotti, fiel ao seu estilo, não deu pistas à imprensa sobre qual será a escalação final, mantendo o mistério e a expectativa sobre a formação que enfrentará a Escócia. A decisão será estratégica, considerando não apenas o adversário, mas também a condição física e tática dos atletas.
Estratégia para o Mata-Mata: Liderança e Logística
A partida contra a Escócia não vale apenas a classificação, mas também a liderança do Grupo C, o que tem implicações logísticas importantes para a Seleção Brasileira. Atualmente, o Brasil lidera o grupo com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas leva vantagem no saldo de gols (três a um). A Escócia ocupa a terceira posição, com três pontos, enquanto o Haiti, sem pontos, já está eliminado.
Terminar a primeira fase na ponta garante que a equipe permaneça baseada em Nova Jersey para o início do mata-mata, com uma caminhada até uma eventual decisão toda nos Estados Unidos. Caso o Brasil fique em segundo lugar, a delegação teria que se deslocar para Monterrey, no México, para o compromisso pelos 16 avos de final, e só depois retornaria ao território norte-americano para as oitavas de final, caso avance. Essa diferença logística pode impactar o desgaste dos atletas e a preparação para os jogos decisivos.
Além disso, Ancelotti pode optar por preservar dois titulares que estão pendurados com cartão amarelo: o lateral-esquerdo Douglas Santos e o volante Casemiro. Se receberem um novo cartão contra a Escócia, eles ficariam de fora do primeiro jogo do mata-mata. As opções imediatas para substituí-los seriam Alex Sandro e Fabinho, respectivamente, garantindo que a equipe mantenha a força máxima nas fases eliminatórias. Para mais detalhes sobre a cobertura esportiva, você pode consultar a Agência Brasil.
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