A Seleção Brasileira, enfim, encontrou o caminho das redes e desencantou na Copa do Mundo de 2026. Em uma atuação dominante na noite da última sexta-feira, 19 de junho de 2026, o time verde e amarelo superou o Haiti por 3 a 0, em partida válida pela segunda rodada do Grupo C. O confronto, sediado nos Estados Unidos, marcou um passo importante para o Brasil na busca pela classificação para a próxima fase do torneio.
Com o triunfo conquistado na Filadélfia, diante de uma plateia de mais de 68 mil torcedores, o Brasil agora acumula quatro pontos na tabela, igualando Marrocos, que mais cedo havia vencido a Escócia por 1 a 0 em Boston. No entanto, a equipe brasileira assume a liderança do grupo pelo critério de saldo de gols. A Escócia permanece em terceiro lugar com três pontos, enquanto o Haiti, ainda sem pontuar, ocupa a lanterna.
Matheus Cunha e Vinícius Júnior ditam o ritmo da vitória
O atacante Matheus Cunha foi o grande nome da partida, justificando a confiança depositada pelo técnico Carlo Ancelotti. O jogador balançou as redes duas vezes, sendo fundamental para a construção do placar. Outro destaque foi Vinícius Júnior, camisa 7, que se envolveu em 100% dos gols da seleção brasileira na Copa até o momento, demonstrando sua importância tática e técnica para a equipe.
A vitória não apenas garantiu os três pontos, mas também trouxe um alívio para a equipe e para a torcida, após o empate na estreia. A performance ofensiva, com a efetividade de Matheus Cunha e a participação decisiva de Vinícius Júnior, sugere que o Brasil está encontrando seu ritmo no torneio, o que é crucial para as fases decisivas.
Ajustes táticos e o desenrolar do primeiro tempo
Conforme antecipado por Ancelotti, o Brasil entrou em campo com algumas mudanças em relação ao empate por 1 a 1 com Marrocos, ocorrido no sábado anterior, 13 de junho. Na lateral direita, Danilo assumiu a posição, enquanto Matheus Cunha foi escalado no ataque ao lado de Vinícius Júnior e Raphinha, com Igor Thiago iniciando no banco. Essas alterações visavam dar mais consistência defensiva e poder de fogo ao setor ofensivo.
O Haiti, por sua vez, adotou uma estratégia defensiva, marcando a partir do círculo central com nove de seus dez jogadores de linha, deixando apenas o atacante Frantzdy Pierrot mais avançado. Essa tática conseguiu conter o ímpeto brasileiro nos primeiros minutos, que apresentava certa lentidão na movimentação. Apesar da dificuldade inicial, Raphinha teve duas chances claras, mas foi flagrado em posição de impedimento em ambas.
O placar foi aberto aos 22 minutos, em um lance de persistência. Após um chute de Vinícius Júnior, a bola explodiu no zagueiro haitiano Hannes Delcroix e sobrou para Matheus Cunha, que empurrou para as redes. O gol, creditado ao atacante brasileiro, desorganizou a defesa haitiana e abriu caminho para a goleada. Aos 32 minutos, Matheus Cunha marcou novamente, aproveitando um desarme de Lucas Paquetá e um passe preciso de Vinícius Júnior, finalizando com força.
Nos acréscimos do primeiro tempo, aos 48 minutos, foi a vez de Vinícius Júnior deixar sua marca. Lançado por Lucas Paquetá, o camisa 7 superou o zagueiro Ricardo Adé na velocidade e concluiu na saída do goleiro Johny Placide. Este gol teve um sabor especial para o atacante, que celebrava seu jogo de número 500 na carreira. Infelizmente, a primeira etapa também foi marcada pela lesão de Raphinha, que sentiu dores musculares aos 38 minutos e foi substituído por Rayan.
Segundo tempo de controle e perspectivas futuras
Na etapa final, o Brasil manteve o controle do jogo, criando oportunidades, mas pecando na finalização. O Haiti, mesmo em desvantagem, tentou reagir e assustou aos 17 minutos, com uma cabeçada de Adé que exigiu defesa de Alisson e um corte providencial de Danilo em cima da linha. As substituições de Ancelotti, com as entradas de Gabriel Martinelli e Endrick nos lugares de Lucas Paquetá e Matheus Cunha, trouxeram novo fôlego ao ataque. Endrick, muito aplaudido pela torcida, teve uma participação ativa, e Martinelli quase marcou, acertando o travessão após uma bela jogada com Vinícius Júnior.
Em situação mais confortável no grupo, o Brasil agora se prepara para o próximo desafio. A seleção verde e amarela enfrentará a Escócia na próxima quarta-feira, 24 de junho, às 19h (horário de Brasília). No mesmo dia e horário, o Haiti jogará contra Marrocos em Atlanta. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para as oitavas de final, mas é importante lembrar que os oito melhores terceiros colocados entre os 12 grupos também garantem vaga, aumentando as chances de classificação brasileira.
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