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Dólar fecha cotado a R$ 5,01 e bolsa avança com cenário externo e eleição

Dólar recua para R$ 5,01 e bolsa sobe nesta terça-feira influenciados por cenário externo e expectativas para o mercado brasileiro.
Dólar fecha cotado a R$ 5,01 e bolsa avança com cenário externo e eleição

O mercado financeiro brasileiro registrou um movimento de forte otimismo nesta terça-feira (20), com a moeda norte-americana registrando baixa expressiva e aproximando-se da barreira de R$ 5. O desempenho positivo dos ativos nacionais foi impulsionado tanto por fatores externos, como a desvalorização global da divisa dos Estados Unidos, quanto por componentes internos, incluindo o fluxo de capital estrangeiro e as expectativas em torno da disputa presidencial.

Paralelamente, o principal índice da bolsa de valores brasileira apresentou alta significativa, alcançando patamares elevados impulsionado pelo apetite ao risco dos investidores. Analistas apontam que o cenário macroeconômico internacional, marcado por indicadores moderados no exterior e o recuo nas cotações de commodities energéticas, criou um ambiente favorável para países emergentes.

Desempenho do câmbio e cenário internacional

O dólar comercial encerrou a sessão negociado a R$ 5,019, o que representou uma queda de 0,58%. Esta marca o terceiro pregão consecutivo de baixa da moeda norte-americana frente ao real. Durante o dia, a cotação flertou com a faixa dos cinco reais, acompanhando diretamente a retração do índice DXY no mercado internacional.

A fraqueza da divisa estrangeira no exterior esteve atrelada a divulgações de dados mais fracos vindos do setor imobiliário norte-americano. Além disso, a redução nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos diminuiu a atratividade da renda fixa daquele país, direcionando parte dos recursos para economias emergentes como o Brasil.

Avanço do Ibovespa e fluxo de capital

O principal índice da B3 fechou o pregão aos 208.295,98 pontos, registrando uma valorização de 1,57%. Ao longo da tarde, o indicador chegou a tocar a máxima de 208.941,57 pontos, alcançando o patamar mais elevado desde o dia 9 de outubro.

O movimento de alta foi sustentado pelo ingresso consistente de recursos estrangeiros na bolsa brasileira. A movimentação reflete a percepção dos investidores internacionais diante dos desdobramentos da corrida eleitoral, fator que molda o cálculo de risco para investimentos de longo prazo no país.

Impacto da queda do petróleo

No setor de commodities, o petróleo do tipo Brent encerrou o dia cotado a US$ 108,79 por barril, o que representou uma retração de 0,69%. O recuo ocorreu em meio a notícias sobre possíveis entendimentos diplomáticos envolvendo os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio.

A diminuição das tensões geopolíticas aliviou as pressões sobre os preços globais de energia. Como derivados de petróleo afetam diretamente os custos logísticos e industriais, a queda na cotação contribui para abrandar as projeções inflacionárias em âmbito global.

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