Em uma reviravolta política, o Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei destinado a encerrar a paralisação parcial do governo federal, conhecida como shutdown. A votação, que terminou com 60 votos a favor e 36 contra, sinaliza um possível fim para o impasse que paralisou diversos serviços públicos. A medida segue agora para a Câmara dos Representantes, onde será submetida a nova votação antes de ser encaminhada à sanção presidencial.
O acordo orçamentário, que define os parâmetros para o orçamento de 2026, obteve apoio bipartidário no Senado, com oito democratas juntando-se aos republicanos para garantir sua aprovação. A medida busca restabelecer o funcionamento normal dos serviços públicos, interrompidos desde o início de outubro.
O presidente Donald Trump celebrou a aprovação, afirmando que o texto final foi ajustado para atender às demandas do governo. Ele expressou otimismo de que o governo será totalmente reaberto nos próximos dias, após a conclusão do processo legislativo no Congresso.
Apesar do avanço no Senado, os efeitos da paralisação ainda são sentidos em todo o país. Aeroportos continuam a operar com atrasos devido à sobrecarga e à escassez de controladores de voo. A expectativa é que a normalização do tráfego aéreo seja gradual, mesmo após o fim oficial do shutdown.
A própria atividade do Congresso tem sido impactada, com parlamentares enfrentando dificuldades para viajar a Washington devido às restrições de voos, o que pode gerar atrasos na votação na Câmara dos Representantes.
Durante o período de paralisação, aproximadamente 10% dos serviços públicos foram suspensos, e milhares de servidores públicos ficaram sem receber seus salários. Em meio à crise, o governo chegou a considerar medidas como o pagamento de bônus de US$ 10 mil para funcionários que continuassem trabalhando, enquanto outros enfrentariam cortes salariais.
Com a aprovação no Senado, a atenção se volta agora para a Câmara dos Representantes, onde espera-se que a votação seja acelerada. Caso aprovado pela Câmara, o acordo será encaminhado ao presidente para sanção, que já indicou sua intenção de sancionar a lei assim que ela chegar à sua mesa.
Fonte: bandnewstv.uol.com.br


