uma profissional de enfermagem foi agredida fisicamente por uma acompanhante de paciente nas dependências do Pronto-Atendimento (PA) do Jardim Santana, localizado em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. o episódio de violência ocorreu no sábado (24) e mobilizou equipes de segurança e órgãos de investigação locais, reacendendo debates sobre a segurança nas unidades públicas de saúde.
segundo informações repassadas pela Polícia Civil, a ocorrência teve início por volta das 22h, momento em que uma paciente deu entrada na unidade apresentando um quadro de choque anafilático, caracterizado por uma reação alérgica grave. ela estava acompanhada pela irmã, que entrou com ela nas dependências do estabelecimento para o suporte inicial.
o início do conflito na sala de emergência
após a chegada, a paciente foi imediatamente encaminhada à sala de emergência para receber os cuidados médicos necessários com urgência. contudo, a acompanhante insistiu veementemente em permanecer dentro do espaço restrito, desrespeitando os protocolos internos e as orientações fornecidas pela equipe médica e de apoio da unidade.
diante da recusa em se retirar voluntariamente, a acompanhante acabou invadindo a sala de emergência sem autorização prévia. para lidar com a situação e garantir a ordem no ambiente de atendimento crítico, uma profissional de enfermagem deixou o espaço momentaneamente e se dirigiu à recepção para acionar a Polícia Militar (saiba mais sobre a região).
agressão física e danos ao patrimônio público
ao retornar para retomar suas funções no setor de emergência, a trabalhadora teria sido interceptada pela acompanhante. a suspeita segurou a profissional pelos braços, impedindo seu acesso ao interior do cômodo, até que outros funcionários conseguiram abrir a porta e puxar a enfermeira para dentro, fechando-a novamente em seguida.
revoltada com a restrição de acesso, a acompanhante desferiu socos e chutes contra a porta da sala de emergência, provocando danos materiais visíveis ao patrimônio público. momentos depois, uma terceira pessoa, identificada como outra irmã da paciente, compareceu ao pronto-socorro e conseguiu retirar a suspeita do local antes da chegada das autoridades policiais.
providências e atendimento à funcionária
com a chegada das autoridades competentes, a vítima foi submetida a avaliações e a equipe de perícia técnico-científica realizou os exames periciais necessários para documentar os vestígios da violência no endereço. a profissional apresentava hematomas evidentes no braço esquerdo decorrentes da contenção forçada.
em manifestação oficial por meio de nota, a Prefeitura de Presidente Prudente, através da Secretaria Municipal de Saúde, lamentou o ocorrido e confirmou os fatos na unidade do Jardim Santana. a administração municipal informou que a funcionária ferida recebeu pronto atendimento médico, foi liberada em seguida e encontra-se apta a retomar suas atividades profissionais habituais.
o caso foi formalmente registrado pelas autoridades policiais como crime de dano ao patrimônio público e lesão corporal. até a última atualização divulgada sobre o caso, a suspeita da agressão ainda não havia sido localizada ou presa pelas forças de segurança. dados adicionais sobre o quadro clínico da paciente que sofreu a reação alérgica não foram repassados pelas autoridades locais.
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