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Governo estende prazo de drawback para empresas atingidas por tarifas dos EUA

Governo autoriza prorrogação de 12 meses no regime de drawback para empresas afetadas por tarifas dos EUA. Confira os detalhes da medida.
Governo estende prazo de drawback para empresas atingidas por tarifas dos EUA

O governo federal oficializou uma medida de alívio para o setor produtivo nacional diante das recentes tensões comerciais com os Estados Unidos. Por meio da Medida Provisória 1.386, publicada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial da União, empresas brasileiras que tiveram seus compromissos de exportação impactados pelo aumento de tarifas norte-americanas ganharam um fôlego extra. A norma permite a prorrogação, por até 12 meses, dos prazos de suspensão de tributos previstos no regime de drawback.

A iniciativa, que integra o Plano Brasil Soberano 3, busca oferecer flexibilidade operacional às companhias que se viram subitamente diante de um cenário de custos elevados ou barreiras de entrada no mercado estadunidense. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a extensão do prazo visa permitir que as organizações consigam reajustar suas cadeias produtivas, mantendo o fluxo de vendas para os EUA ou redirecionando seus produtos para novos mercados internacionais.

Flexibilidade no regime de drawback

O drawback na modalidade suspensão funciona como um pilar estratégico para a competitividade da indústria brasileira. Ele permite que empresas importem ou adquiram insumos com a suspensão de impostos, desde que esses materiais sejam obrigatoriamente utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação. O benefício é condicionado ao cumprimento de prazos rígidos estabelecidos em atos concessórios.

Com a nova regra, o governo tenta evitar que empresas saudáveis sejam penalizadas por fatores externos que fogem ao seu controle. A prorrogação de um ano é voltada especificamente para companhias que possuem atos concessórios com vencimento entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026. Para ter acesso ao benefício, será necessário comprovar que o compromisso de exportação foi diretamente afetado pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos.

Alcance e impacto na balança comercial

O impacto do regime de drawback na economia brasileira é expressivo. Em 2025, os dados oficiais apontam que as empresas usuárias desse mecanismo foram responsáveis por US$ 72,8 bilhões em exportações, o que representou 20,9% do total exportado pelo Brasil no período, que atingiu US$ 348 bilhões. Ao todo, 1.791 empresas utilizaram o regime no ano passado, abrangendo setores diversos como o de madeira, produtos químicos, calçados, máquinas, equipamentos e carnes.

A medida também contempla os fabricantes-intermediários, ou seja, aquelas empresas que fornecem peças e componentes para outras que, por sua vez, finalizam o produto para exportação. Segundo o governo, a prorrogação não gera nova renúncia de receita nem impacto orçamentário adicional, uma vez que os atos concessórios já haviam sido emitidos anteriormente, tratando-se apenas de uma adequação temporal à nova realidade do comércio exterior.

Próximos passos e regulamentação

Apesar da publicação da MP, a operacionalização do benefício ainda aguarda regulamentação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Mdic. Uma portaria específica deverá detalhar os procedimentos para a solicitação da prorrogação, incluindo a lista de documentos necessários para que as empresas comprovem o impacto das tarifas norte-americanas em suas operações.

O Portal Bairro do Ipiranga SP segue acompanhando os desdobramentos desta medida e seus impactos na economia nacional. Continue acompanhando nosso portal para se manter informado sobre as decisões que afetam o cenário produtivo e o mercado de trabalho, sempre com a credibilidade e o compromisso com a informação de qualidade que você já conhece.

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