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Justiça condena a 24 anos homem que estuprou e matou estudante em Registro

Justiça de Registro condena Liziel Rocha Rosa a 24 anos de prisão por estupro e feminicídio da estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva.
Justiça condena a 24 anos homem que estuprou e matou estudante em Registro
SP Reprodução e Rinaldo Rori/g1

O desfecho de um crime que chocou o interior paulista

O Tribunal do Júri de Registro, no interior de São Paulo, proferiu nesta quarta-feira (12) a sentença que encerra um dos casos de violência mais emblemáticos da região nos últimos tempos. Liziel Rocha Rosa, conhecido como ‘Zel’, foi condenado a 24 anos e seis meses de reclusão em regime fechado pelo assassinato e estupro da estudante Ianca Victoria de Oliveira Silva, de 19 anos. Além da pena privativa de liberdade, o réu foi sentenciado ao pagamento de uma indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima, como forma de reparação pelos danos causados.

O caso, que gerou grande comoção social, teve início no dia 11 de setembro de 2024. Ianca, que cursava a faculdade, desapareceu após deixar o campus universitário durante a noite. Em um momento de desespero, a jovem chegou a realizar uma ligação telefônica para o namorado pedindo socorro, o que se tornou um dos pontos centrais da investigação policial. O corpo da estudante foi localizado na manhã seguinte, em uma área próxima à instituição de ensino.

A dinâmica do crime e a denúncia do Ministério Público

Durante o julgamento, o Ministério Público (MP) apresentou uma narrativa detalhada sobre a dinâmica da violência. Segundo a acusação, Liziel perseguiu a jovem no momento em que ela caminhava sozinha por uma via com pouca iluminação. Aproveitando-se da vulnerabilidade da estudante, o réu a abordou, consumou o estupro — comprovado por exames periciais — e, na sequência, tirou a vida de Ianca utilizando um golpe de estrangulamento, conhecido como mata-leão, com o objetivo de ocultar o crime sexual.

A promotoria sustentou a tese de homicídio qualificado, elencando agravantes como a emboscada, a asfixia e o feminicídio. Além disso, foi incluída a qualificadora de assegurar a impunidade, reforçando que o assassinato foi um desdobramento direto da tentativa de encobrir o estupro. A materialidade e a autoria foram cruciais para a decisão final dos jurados, que acolheram a denúncia apresentada pelo órgão ministerial.

Argumentos da defesa e o embate jurídico

A Defensoria Pública, responsável pela defesa de Liziel, buscou atenuar a responsabilidade penal do réu. Entre os argumentos apresentados, a defesa questionou a prova de conjunção carnal e alegou que o crime de estupro não teria sido consumado, tratando a situação como uma “tentativa frustrada”. Paralelamente, os defensores levantaram a tese de insanidade mental, argumentando que o réu sofria de dependência química e apresentava episódios de confusão mental.

A defesa também tentou a desclassificação do crime para estupro seguido de morte, sustentando que não houve planejamento prévio para o homicídio. De acordo com os defensores, marcas de escoriações encontradas no corpo de Liziel seriam evidências de uma briga física, sugerindo que a situação teria saído do controle. Apesar dos argumentos, o conselho de sentença optou pela condenação integral conforme os termos da denúncia, reconhecendo a gravidade dos atos praticados.

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