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Plano Safra 2026/2027 impulsiona transição ecológica e fortalece agricultura familiar

Ministra detalha Plano Safra 2026/2027, o maior em crédito, focado na transição ecológica e apoio à agricultura familiar.
Plano Safra 2026/2027 impulsiona transição ecológica e fortalece agricultura familiar

O Brasil avança em sua agenda de sustentabilidade no campo com o lançamento do Plano Safra 2026/2027, que se destaca não apenas pelo volume recorde de crédito, mas também por um foco inédito na transição ecológica. A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, afirmou que a iniciativa representa um marco para a agricultura familiar, combinando o maior aporte financeiro da história com condições de juros mais acessíveis e um robusto pacote de apoio à produção sustentável.

Com a oferta de R$ 85,2 bilhões em crédito, o novo Plano Safra é considerado o maior já destinado à agricultura familiar. Além do volume expressivo, a redução nas taxas de juros é um dos pilares que visam impulsionar a produção de alimentos de forma mais econômica. Essa estratégia foi detalhada pela ministra durante sua participação no programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, em 1º de maio.

Um Plano Safra focado na sustentabilidade e crédito acessível

A principal inovação do Plano Safra atual reside em sua forte orientação para a sustentabilidade. A ministra Fernanda Machiaveli enfatizou que o programa foi concebido para promover uma verdadeira transição ecológica no setor. Isso se traduz em taxas de juros significativamente mais baixas, especialmente para práticas que respeitam o meio ambiente.

Os agricultores familiares agora podem acessar crédito com uma taxa de 2% ao ano para a produção geral de alimentos. Para aqueles que adotam a agroecologia, os juros são ainda mais reduzidos, chegando a 1%. Essa diferenciação busca incentivar a adoção de métodos de cultivo que minimizem o impacto ambiental, promovendo o uso de insumos biológicos e o cuidado com os recursos naturais.

“Fizemos um Plano Safra que está voltado para a transição ecológica, que vem com todo um pacote de assistência técnica para garantir que a agricultura familiar possa produzir com insumos biológicos, cuidando do meio ambiente, cuidando dos recursos naturais e aplicando as melhores práticas”, complementou a ministra, ressaltando o compromisso com a produção responsável.

Expansão do crédito e inclusão regional

A política pública, lançada em 30 de abril com um incremento de 9% na oferta de crédito para o segmento, demonstra uma curva crescente de apoio ao setor. Fernanda Machiaveli relembrou que, em 2023, o crédito disponível para a produção de alimentos era de R$ 53 bilhões, com uma distribuição concentrada na Região Sul do país.

O cenário atual, no entanto, é de maior equidade. “Conseguimos fazer com que ele chegasse a todas as regiões, focando e dando condições mais facilitadas para os agricultores familiares que estão nas regiões que têm menor acesso, como as regiões Norte e Nordeste”, explicou a ministra. Essa descentralização é crucial para o desenvolvimento agrário em áreas historicamente menos assistidas, promovendo a inclusão e o fortalecimento de comunidades rurais em todo o território nacional.

Estratégias para resiliência climática na agricultura familiar

Ciente dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, a pasta do Desenvolvimento Agrário implementou um conjunto robusto de medidas para proteger a agricultura familiar. Entre elas, destacam-se o Pró-Agro, um seguro destinado a quem contrata o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e o Garantia Safra, que oferece um benefício de proteção aos agricultores de subsistência do semiárido.

A ministra alertou para a crescente vulnerabilidade do setor: “A atividade agrícola é uma atividade de risco e no contexto de mudanças climáticas esse risco fica muito maior e nós já sabemos que este ano vai ser um ano desafiador para a população como um todo e para a agricultura familiar, em especial.”

O Pronaf também conta com uma linha de crédito específica para adaptação climática, direcionada às produções das regiões Norte e Nordeste, evidenciando o esforço em mitigar os impactos das intempéries. Programas de fomento, como o Terra à Mesa, complementam essas ações, buscando fortalecer a base produtiva e a segurança alimentar.

Investimentos em tecnologia e bioeconomia para o futuro

Em um passo significativo para a resiliência climática, foi publicado um edital que destina R$ 413 milhões para a adaptação climática na região do semiárido. Este apoio visa capacitar os agricultores a enfrentar a maior instabilidade climática, oferecendo recursos diretos e formação.

Serão R$ 8 mil para cada família, beneficiando um total de 60 mil famílias, que também receberão assistência técnica e formação. Os recursos poderão ser aplicados em diversas tecnologias de adaptação, como a implantação de cisternas, sistemas de energia solar, irrigação eficiente e quintais produtivos, essenciais para a produção de alimentos em contextos de estiagem.

Para o restante do país, estão abertas linhas de bioeconomia e tecnificação, com taxas de 2% ao ano para financiar a irrigação. Dentro do programa Mais Alimentos, há amplas possibilidades de financiamento para a tecnificação voltada à adaptação climática, com taxas que variam de 1,5% a 2% para esses investimentos. Essas políticas públicas reforçam o compromisso do governo com um futuro mais verde e próspero para a agricultura brasileira.

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