Uma nova rodada de pesquisas Quaest, divulgada nesta terça-feira (8), oferece um panorama detalhado da disputa pela Presidência da República no primeiro turno. Os levantamentos focaram em quatro estados estratégicos – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco – além do Distrito Federal, revelando a dinâmica das intenções de voto em regiões cruciais para o pleito nacional.
Os dados, que comparam os resultados atuais com os de 25 de agosto, mostram movimentações importantes entre os principais candidatos, indicando tendências e desafios para as campanhas. A análise desses números permite compreender melhor as particularidades de cada eleitorado e a forma como a corrida presidencial se desenha em diferentes partes do país.
A corrida presidencial em São Paulo e Rio de Janeiro
No estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, a disputa se mantém acirrada. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 31% das intenções de voto, registrando um leve aumento em relação aos 30% anteriores. Lula (PT) segue próximo, com 30%, também com um pequeno crescimento (eram 29%). Augusto Cury (Avante) teve um salto significativo, passando de 2% para 8%. Ronaldo Caiado (PSD) manteve 4%, enquanto Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) registraram 2% e 1%, respectivamente. A margem de erro para São Paulo é de dois pontos percentuais.
No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 34%, subindo de 31%. Lula (PT) também avançou, atingindo 32% contra os 29% anteriores. Augusto Cury (Avante) cresceu de 1% para 5%. Ronaldo Caiado (PSD) foi de 2% para 3%, e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) mantiveram 2%. Os indecisos no Rio de Janeiro caíram de 16% para 9%, e os votos brancos/nulos de 16% para 12%, indicando uma maior definição do eleitorado. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal: cenários distintos
Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral, Lula (PT) está à frente com 31%, um ponto percentual a mais que no levantamento anterior. Flávio Bolsonaro (PL) recuou de 31% para 27%. Augusto Cury (Avante) teve um crescimento notável, passando de 1% para 8%. Romeu Zema (Novo) registrou 6%, e Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) apareceram com 3% e 2%, respectivamente. Os indecisos em Minas Gerais diminuíram de 17% para 15%. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Pernambuco demonstra uma forte preferência por Lula (PT), que alcança 51% das intenções de voto, embora tenha registrado uma leve queda em relação aos 54% anteriores. Flávio Bolsonaro (PL) subiu de 19% para 21%. Augusto Cury (Avante) também cresceu, de 1% para 6%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) marcaram 2% cada. A margem de erro é de três pontos percentuais.
No Distrito Federal, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 31%, um aumento de cinco pontos percentuais em relação aos 26% anteriores. Lula (PT) manteve 28%. Ronaldo Caiado (PSD) registrou 12%, e Augusto Cury (Avante) teve um crescimento expressivo, de 3% para 8%. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) apareceram com 2% cada. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Metodologia e o impacto dos indecisos
As pesquisas Quaest foram realizadas entre os dias 4 e 7 de setembro, ouvindo eleitores de 16 anos ou mais. A metodologia utilizada foi a pesquisa estimulada, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Os números de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são BR-04442/2026 e DF-01987/2026 para o Distrito Federal; MG-04716/2026 para Minas Gerais; PE-00285/2026 para Pernambuco; RJ-04768/2026 e BR–09705/2026 para o Rio de Janeiro; e BR-04705/2026 para São Paulo. O nível de confiança em todos os levantamentos é de 95%.
A variação nos percentuais de indecisos e de votos brancos/nulos em cada estado é um fator importante a ser observado. A diminuição desses índices em algumas regiões pode sinalizar uma maior consolidação das preferências do eleitorado à medida que a eleição se aproxima. Candidatos como Augusto Cury, que apresentaram um crescimento notável em diversos estados, podem estar capturando parte desses eleitores que antes estavam indecisos ou optavam por não votar.
A Quaest também pesquisou cenários com o candidato Pablo Marçal (PRTB), cuja elegibilidade aguarda definição do TSE. A situação de candidatos com pendências jurídicas é um elemento a mais de incerteza no cenário eleitoral, podendo alterar a dinâmica da disputa caso haja alguma mudança em seu status.
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