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Caos pós-temporal em Ribeirão Preto: falta de energia gera prejuízos e moradores buscam ressarcimento

Temporal em Ribeirão Preto causa falta de energia, prejuízos e mobiliza moradores em busca de ressarcimento da CPFL Paulista.
Caos pós-temporal em Ribeirão Preto: falta de energia gera prejuízos e moradores buscam ressarcimento
Reprodução G1

Um cenário de destruição e incerteza tomou conta de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, após um forte temporal que castigou a região. A tempestade, que deixou um rastro de estragos e uma vítima fatal, mergulhou dezenas de milhares de imóveis na escuridão, gerando apreensão e perdas significativas para a população. Com a rede elétrica em colapso e a demora no restabelecimento dos serviços, moradores enfrentam não apenas a falta de luz, mas também a escassez de água e o temor de prejuízos financeiros.

Neste sábado (25), cerca de 81 mil imóveis ainda permaneciam sem energia elétrica na região de Ribeirão Preto, 34 horas após o fenômeno climático. A concessionária CPFL Paulista, responsável pelo fornecimento, informou que os clientes afetados podem solicitar ressarcimento por danos, embora cada caso seja avaliado individualmente, considerando a magnitude do evento.

Infraestrutura em colapso e impacto na vida cotidiana

A fúria do temporal foi implacável, derrubando 34 torres e mais de 250 postes, o que resultou em um colapso generalizado da rede elétrica. A interrupção prolongada do serviço de energia elétrica desencadeou uma série de problemas em cadeia, afetando diretamente o abastecimento de água e a rotina de milhares de famílias. O maior temor dos moradores é o prejuízo financeiro com a perda de alimentos e o dano a eletrodomésticos.

A aflição é palpável, como relatou uma moradora do bairro Jardim João Rossi: “As minhas coisas que estão na geladeira, vou perder tudo, porque não tem previsão de ligar a luz. A mistura que eu comprei para o mês inteiro vai estragar”. Essa realidade se repete em diversas partes da cidade, onde a dependência da energia elétrica se mostra crucial para as tarefas mais básicas.

Sandra Cristina de Aro, secretária que visitava o filho na Zona Oeste, descreveu à EPTV a dificuldade até para a higiene pessoal e o impacto no bolso. “Muito difícil mesmo, a gente vê o quanto a gente é dependente da energia elétrica. Não tem como lavar louça, a gente está zero de água. Atrapalhou demais a nossa vida. Banho, então, nem pensar. A perda de alimentos também foi grande, porque está tudo armazenado na geladeira”, desabafou.

Segurança pública e assistência social em meio à crise

Além dos transtornos domésticos, a escuridão prolongada abriu brechas para a criminalidade. A prefeitura de Ribeirão Preto registrou o furto em uma loja de eletrodomésticos no Centro da cidade, evidenciando a vulnerabilidade das áreas afetadas. A situação de emergência foi decretada, e o prefeito Ricardo Silva (PSD) instalou um gabinete de crise para coordenar as ações de resposta.

O balanço da assistência social é alarmante: 1.326 pessoas foram desalojadas, buscando abrigo temporário em casas de parentes ou amigos, e dez estão desabrigadas. Para mitigar a falta d’água, um dos problemas mais urgentes, 11 caminhões-pipa foram enviados pelo Estado para abastecer as áreas mais críticas. O prefeito resumiu a situação como “desoladora”, indicando a dimensão do desafio que a cidade tem pela frente para se reerguer.

Entenda o fenômeno das ‘microexplosões’ e o processo de ressarcimento

O serviço de meteorologia Climatempo descreveu a tempestade da madrugada de sexta-feira (24) como uma sequência de “microexplosões”. Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, esse fenômeno é caracterizado por uma grande quantidade de água despejada em pouco tempo, concentrada em uma área muito definida e acompanhada de ventania intensa. Essa particularidade explica a destruição localizada e a intensidade dos danos.

Diante dos prejuízos, a CPFL Paulista orienta os clientes sobre o processo de ressarcimento. A representante da concessionária, Elidiani Bernardi, esclareceu que tanto equipamentos danificados pela instabilidade de energia quanto a perda de lucro (lucro cessante) para comerciantes podem ser objeto de solicitação. “Se o problema dele foi causado pela energia elétrica, por exemplo, ele teve uma queima de equipamento, ele pode solicitar um ressarcimento. Ele pode até também solicitar um ressarcimento por lucro cessante com relação à perda que ele teve dentro do imóvel”, explicou Bernardi.

No entanto, a representante ressaltou que o fator climático foi incontrolável e que os pedidos passarão por uma análise individual e criteriosa, levando em conta o decreto municipal de emergência. “Isso vai ser analisado caso a caso. O cliente tem a possibilidade da abertura da solicitação, mas aí a gente pode avaliar com relação também à questão do decreto de emergência que teve no município. Não foi algo que foi causado exclusivamente pela CPFL”, acrescentou. Para mais informações sobre como solicitar o ressarcimento e os critérios de avaliação, os clientes podem consultar os canais oficiais da CPFL Paulista: CPFL Paulista.

A recuperação de Ribeirão Preto será um processo longo e desafiador, exigindo esforço conjunto das autoridades e da população. O Portal Bairro do Ipiranga SP continua acompanhando de perto os desdobramentos dessa situação, trazendo informações atualizadas e contextualizadas para nossos leitores. Mantenha-se informado sobre este e outros temas relevantes, reforçando nosso compromisso com a informação de qualidade e a variedade de assuntos que impactam sua vida e sua comunidade.

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