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Rodovia Índio Tibiriçá registra cinco mortes e famílias cobram mais segurança

Rodovia Índio Tibiriçá registra cinco mortes em um ano e moradores cobram mais segurança, fiscalização e barreiras físicas.
Rodovia Índio Tibiriçá registra cinco mortes e famílias cobram mais segurança
Foto: Reprodução / TV Diário

A Rodovia Índio Tibiriçá registrou cinco mortes em decorrência de quatro acidentes de trânsito entre outubro de 2025 e setembro de 2026. No mesmo período, o Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito contabilizou 35 ocorrências ao longo da via. Do total de registros, quatro casos tiveram vítimas fatais, enquanto os outros 31 não computaram mortes.

Um levantamento realizado com base no indicador de gravidade dos acidentes apontou que a rodovia ocupa a liderança no ranking entre as vias de Suzano. O índice considera tanto a quantidade quanto a severidade das ocorrências, atribuindo maior peso aos episódios que envolvem feridos e mortos. Apesar da gravidade dos dados atuais, os números apontam uma redução em comparação com os 12 meses anteriores, quando foram contabilizados 61 acidentes e sete óbitos na estrada.

Cobrança de famílias por novas medidas

Na altura do Parque Samambaia, moradores que perderam entes queridos em ocorrências na rodovia intensificaram as cobranças por maior fiscalização e intervenções estruturais. O principal motivo de reclamação é o desrespeito às normas de trânsito por parte de condutores que realizam conversões proibidas. Flagrantes na região mostram motoristas ignorando a sinalização existente.

Familiares de vítimas relatam o impacto das perdas e exigem ações práticas do poder público. Maria Vitória Dias da Silva perdeu o filho de 27 anos em um acidente na via e defende a ampliação das muretas de proteção até a região do Nova América. A medida serviria para impedir manobras irregulares em trechos críticos. Outros moradores relataram situações semelhantes de luto e a falta de avisos imediatos por parte dos órgãos responsáveis após as tragédias.

Riscos para pedestres e ciclistas

Além das manobras irregulares, a comunidade local aponta problemas estruturais em pontos de ônibus, como o localizado na altura do quilômetro 63. Segundo os relatos, o trecho carece de sinalização adequada e de estruturas de proteção para pedestres, o que torna a travessia da pista arriscada para quem utiliza o transporte público diariamente.

Ciclistas e motociclistas que trafegam pela região também enfrentam vulnerabilidades constantes no trânsito. A população cobra intervenções definitivas que protejam os usuários mais frágeis da via, apontando que o fluxo intenso de veículos exige infraestrutura muito mais rigorosa.

Ações do poder público e respostas oficiais

No início de 2026, o Departamento de Estradas de Rodagem anunciou a instalação de três radares na Rodovia Índio Tibiriçá, posicionados nos quilômetros 56, 63 e 67,5, com limites de velocidade variando entre 40 e 80 km/h. A escolha dos locais considerou o histórico de acidentes e o excesso de velocidade.

Trechos da rodovia também receberam novas muretas de proteção e reforço na sinalização horizontal e vertical. No entanto, os moradores avaliam que as iniciativas ainda são insuficientes diante da persistência das infrações. Em nota oficial, o Departamento de Estradas de Rodagem informou que realizará um estudo técnico para avaliar a implantação de uma faixa de pedestres no quilômetro 63 e que reforçou a sinalização de trânsito para coibir manobras irregulares.

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