A sensação da última Copa do Mundo, Marrocos, reafirma sua força no cenário global do futebol ao garantir novamente uma vaga nas quartas de final. Neste sábado (4), os Leões do Atlas, apelido carinhoso da seleção africana, superaram o Canadá com um placar de 3 a 0 em Dallas, nos Estados Unidos, em uma partida que marcou a abertura das oitavas de final do Mundial de 2026. O resultado não apenas carimba o passaporte marroquino para a próxima fase, mas também sublinha a consistência de uma equipe que tem se consolidado como uma das potências emergentes do esporte.
O grande destaque do confronto foi o meio-campista Azzedine Ounahi. Remanescente da histórica campanha de 2022, no Catar, quando Marrocos se tornou o primeiro representante africano a alcançar as semifinais de uma Copa, o jogador do Girona, da Espanha, balançou as redes duas vezes, sendo decisivo para a classificação. Sua performance não só garantiu a vitória, mas também acendeu a esperança de que a seleção possa repetir, ou até superar, o feito de dois anos atrás.
Marrocos mantém invencibilidade e mira nova semifinal
A vitória sobre o Canadá estende a impressionante invencibilidade da equipe marroquina para 34 jogos, a segunda maior entre as seleções participantes da Copa, ficando atrás apenas da Espanha, com 35. Este feito notável reflete a solidez tática e a confiança que o time construiu ao longo dos últimos anos. A meta agora é clara: chegar novamente às semifinais e consolidar o status de Marrocos como uma força a ser reconhecida no futebol mundial.
A jornada dos Leões do Atlas continua com um desafio de peso. Nas quartas de final, Marrocos enfrentará o vencedor do confronto entre Paraguai e França, que se enfrentam ainda neste sábado, às 18h (horário de Brasília), na Filadélfia. A aguardada partida das quartas está marcada para a próxima quinta-feira (9), às 17h, em Boston, também nos Estados Unidos, prometendo um espetáculo de alto nível para os fãs de futebol.
Para o Canadá, apesar da eliminação, a participação nesta Copa do Mundo de 2026 representa um marco histórico. O país da América do Norte, um dos três anfitriões do torneio ao lado de Estados Unidos e México, atingiu seu melhor desempenho em Mundiais, chegando de maneira inédita a uma fase eliminatória. Embora tenha sido o primeiro anfitrião a dar adeus à competição, a campanha canadense serve como um importante passo para o desenvolvimento do futebol na região.
Análise tática: Canadá impõe dificuldades, mas Marrocos reage
A equipe canadense entrou em campo com três alterações em sua formação titular em relação à vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul, buscando ajustar seu esquema tático. Na defesa, Luc de Fougerolles substituiu Derek Cornelius. No meio-campo, Niko Sigur assumiu a vaga de Nathan Saliba. Já no ataque, Ali Ahmed começou como titular no lugar de Liam Millar, sob o comando do técnico Jesse March. Essas mudanças visavam fortalecer a estratégia de marcação intensa e busca pela posse de bola no campo adversário.
Do lado marroquino, a única alteração promovida pelo técnico Mohamed Ouhabi em relação às oitavas de final foi na zaga, com Redouane Halhal entrando no lugar de Chadi Riad, que havia se lesionado no duelo contra a Holanda. Apesar das mudanças, o Canadá manteve sua abordagem agressiva, pressionando Marrocos desde o início. Aos dez minutos, Ahmed interceptou um passe e armou um contra-ataque perigoso, que resultou em uma ótima defesa do goleiro Yassine Bono, demonstrando a eficácia da estratégia canadense.
A missão de Marrocos de escapar da marcação adversária se complicou aos 21 minutos, quando o artilheiro Ismael Saibari, com três gols na Copa, sentiu a coxa direita e precisou ser substituído. Em seu lugar, entrou o atacante Soufiane Rahimi. A dificuldade marroquina no primeiro tempo foi evidente nas estatísticas: apenas um chute a gol, 15 faltas cometidas (contra seis do Canadá) e quatro jogadores pendurados com cartão amarelo. Faltou apenas o gol para o Canadá coroar sua estratégia na etapa inicial.
Ounahi decisivo: os gols que selaram a classificação
O cenário mudou drasticamente no segundo tempo. Marrocos soube aproveitar a bola parada para abrir o placar aos quatro minutos. Em uma jogada ensaiada, o lateral Achraf Hakimi rolou a bola para Ounahi, que chutou rasteiro e de primeira na entrada da área. Rahimi, posicionado estrategicamente, deixou a bola passar, enganando a marcação e o goleiro canadense Máxime Crepeau, que não conseguiu alcançar a finalização no canto esquerdo.
Com a vantagem no placar, os Leões do Atlas ganharam mais tranquilidade em campo, enquanto o Canadá, correndo atrás do prejuízo, perdeu o controle das ações e abriu espaços. Marrocos soube capitalizar essas brechas e, aos 36 minutos, liquidou a fatura em Dallas. Em um contra-ataque rápido, o meia Chemsdine Talbi lançou Brahim Díaz pela direita, nas costas da defesa. O atacante invadiu a área, girou e rolou para Ounahi, que chutou no ângulo, marcando seu segundo gol na partida e o segundo de Marrocos.
Ainda houve tempo para Marrocos ampliar nos acréscimos. Após uma retomada de bola no meio-campo, Brahim Díaz avançou em direção à área e abriu na esquerda para Rahimi, o substituto de Saibari, que bateu na saída de Crepeau e deu números finais ao jogo. A vitória por 3 a 0 não só garantiu a classificação, mas também reforçou a confiança da equipe para os próximos desafios. A torcida marroquina, que tem acompanhado de perto a trajetória da seleção, celebra mais um capítulo de sucesso e sonha com voos ainda mais altos nesta Copa do Mundo de 2026.
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